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Discurso(s)



Milton Polon
02/09/2011

Dia da Independência


Após o descobrimento do Brasil em 1500, nosso pais tornou-se colônia de Portugal e foi submetido ao “Pacto Colonial”. Por esse pacto o Brasil era obrigado a vender e comprar de sua metrópole e obedecer a Portugal sem reclamar, como um escravo obedece ao seu senhor. Influenciadas pelas ideais do iluminismo, que tinha como princípios a liberdade, igualdade e fraternidade, insurgiram no Brasil revoltas como a Inconfidência Mineira e Baiana sufocadas e reprimidas impiedosamente pelos portugueses. Muitos brasileiros morreram nessas conjurações, mas o ideal de liberdade continuava vivo nos sonhos dos brasileiros. Em 1808, devido invasão de Portugal por Napoleão, a família real transfere-se ao Brasil, modernizando o país acabando com o pacto colonial, liberando o comercio com nações amigas. Mas, em 1820, os portugueses exigiram a volta do rei D. João VI para Portugal na tentativa de recolonizar o Brasil, obrigar os fazendeiros brasileiros a submeteram novamente à imposição do comércio metropolitano. Em 1822, D. Pedro que representava, no Brasil, a família real portuguesa, é pressionado para regressar a Portugal, convencido e apoiado por abaixo assinado de 8 mil pessoas, ele ficou e encaminhou o processo de Independência. No dia 7 de setembro, depois de outras pressões de Portugal, ele proclamou a independência do Brasil emancipando uma das maiores nações da América. A independência não rompeu a estrutura sócio-econômica de nossa história colonial. Manteve a escravidão, o latifúndio e a monocultura, que representavam a manutenção dos privilégios dos ricos. Mas, a liberdade conquistada pela Pátria representou um paradigma novo na utopia de todos os brasileiros. Outros passos na direção de um País mais livre e mais justo foram dados com a libertação dos escravos em 1888, com a Proclamação da República em 1889, o voto da mulher em 1932, o voto secreto em 1934, e a conquista da democracia atual que nos permite avançar na busca desses ideais. Transcorridos 189 anos da Independência Física do nosso País, é chegado a hora da busca por uma nova modalidade de independência. Urge levantarmos a bandeira da verdadeira cidadania do nosso povo. É chegado o momento de iniciarmos um movimento uniforme pelo cumprimento do Estado Democrático de Direito, cujos fundamentos constam na Carta Magna Brasil. Preconiza a Constituição Brasileira que todo o poder emana do povo. Portanto, nesta data é fundamental que reafirmemos a necessidade desse bendito povo brasileiro já merecer de fato o direito ao exercício da soberania, da cidadania e da dignidade da pessoa humana. Precisamos com urgência agilizar a construção de uma sociedade cada vez mais livre, justa e solidária. É necessário o esforço geral para erradicação da pobreza e da marginalização. Que lutemos pela redução das desigualdades sociais e regionais. Senhoras e Senhores! Autoridades! Urge buscarmos os novos caminhos constitucionais da verdadeira Independência do Brasil, promovendo o bem de todos, sem preconceitos de origem de raça, sexo, cor, religião, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Que se cumpra a Constituição Libertadora do Brasil! Pela Independência do o povo brasileiro, que todos sejam tratados com igualdade perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros residentes nesse País, os direitos básicos e fundamentais e à vida. Viva o Brasil! Viva o povo Brasileiro! Que Deus nos abençoe a todos. Obrigado e boa noite.

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