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Discurso(s)



Ailton Oscar Lorensetti
12/03/2018

Homenagem pelo Dia Internacional da Mulher


Dia Internacional da Mulher O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, foi instituído oficialmente pela Organização das Nações Unidas em 1975 e tem como origens as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida, de trabalho e contra a entrada do seu país na Primeira Guerra Mundial. Nos primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, já havia manifestações das mulheres por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto, diminuição da jornada de trabalho, onde as tecelãs norte-americanas morreram lutando por isso. Na década de 1960, tivemos o aparecimento do “feminismo”. As ativistas femininas fizeram campanhas pelos direitos legais das mulheres (direito de contrato, direito de propriedade, direito de voto), pelo direito da mulher à sua autonomia e a integridade de seu corpo, pelo direito ao pré-natal de qualidade, pela proteção de mulheres e garotas contra a violência doméstica, o assédio sexual e o estupro. Nesse dia, temos a oportunidade de prestar justo tributo de reconhecimento às mulheres pela luta que empreenderam com coragem e determinação em defesa de seus direitos, suas vitórias e conquistas, tais como: o direito de votar e ser votada, igualdade na família, no trabalho, na sociedade, à instrução e à igualdade na relação de gênero, entre tantos outros, mas sabemos que nem sempre são respeitados... Hoje as mulheres estão presentes em todas as esferas do Poder Público, da presidência da República aos altos escalões do Judiciário, ocupando cargos antes exercidos apenas por homens. É certo que os avanços são visíveis, as conquistas se multiplicaram. Ao longo da história foram instituídos órgãos, benefícios, medidas de proteção fundamentais em diversas áreas, que visam promover as mudanças necessárias em favor das mulheres. Um exemplo disso é a criação da “Lei Maria da Penha” e a Delegacia da Mulher. Na história do Brasil tivemos algumas personagens que marcaram significativamente o que o país é hoje. Dentre outras que pesquisei nos livros de história e ressalto a figura de Anita Garibaldi, exemplo de luta, de coragem e de dedicação. Sua bravura e compromisso com a liberdade e a igualdade são conhecidos no Brasil e até na Itália como a heroína da Revolução Farroupilha. No nordeste, em Pernambuco, há outro exemplo de brasileira engajada e revolucionária: Bárbara de Alencar, heroína republicana lutou na Revolução Pernambucana de 1817 e na Confederação do Equador, em 1824. Ao livrar o país da vergonha da escravidão, a princesa Isabel merece reconhecimento do povo brasileiro, pois, mesmo correndo o risco, depois confirmado, de enfrentar uma oposição capaz de derrubar a monarquia, foi ela, e não o imperador, quem correspondeu às lutas contra a escravatura e decretou a abolição. Tivemos também a heroína negra: Laudelina Campos de Melo, que lutou pelos direitos das domésticas no Brasil. Líder sindical, teve uma trajetória que combinou luta por valorização do emprego doméstico, feminismo e ativismo pela igualdade racial. A PEC das domésticas foi aprovada em 2013. Talvez a mais conhecida seja a irmã Dulce, a Beata Dulce dos Pobres ou Bem Aventurados. Ganhou notoriedade por suas obras de caridade e assistência aos pobres necessitados. Irmã Dulce foi uma das mais importantes influentes e notórias ativistas do século XX e foi indicada ao prêmio Nobel da Paz. A educadora, escritora e poetisa brasileira, a nordestina Nísia Floresta é uma das pioneiras do feminismo no Brasil, primeira mulher a publicar textos em jornais na época que a imprensa nacional ainda engatinhava. Escreveu livros em defesa dos direitos das mulheres, dos índios e dos escravos e também publicou temas que abordavam a desigualdade de direitos entre homens e mulheres. Pelo mundo, temos muitos exemplos de luta por direitos humanitários como a paquistanesa Malala Yousafzai que ganhou o Nobel da Paz. Também muito lembrada e admirada a grande Joana Dark, líder militar em batalhas francesas. Muitas outras figuras fazem parte de lutas por ideais e melhores condições de vida de seu povo. As nossas entidades assistenciais são de suma importância para o desenvolvimento do município. Elas chegam até aos que têm algum tipo de necessidade, fazendo grande parceria com o Poder Público. É imprescindível a atuação de todos e normalmente vemos a figura feminina presente e atuante junto a esta prestação de serviço, que é muito louvável. Aqui nesta noite temos grandes mulheres que prestam estes serviços à nossa comunidade, deixam seus deveres de casa, tiram seu tempo de descanso e até mesmo sacrificam sua jornada de trabalho para prestar suas contribuições assistenciais junto às suas entidades em ajuda a alguém ou obras que venham melhorar a qualidade de vida de nossos moradores. São guerreiras, de grande valia e temos que reverenciar cada uma delas. Não posso deixar de lembrar e parabenizar por este dia as mulheres trabalhadoras na sociedade que prestam serviços de ruralistas, motoristas, tratoristas, caminhoneiras, professoras, médicas, dentistas, engenheiras, profissionais da saúde, catadoras de lixo, jornalistas, a dona de casa, que nem sempre é lembrada, e todas as mulheres que fazem a diferença junto à estrutura da sociedade. Temos presentes nesta comemoração as senhoras: Alba Rocha, Cristilene Fernandes Guastaldi, Dulce de Oliveira, Elaine Mazarin, Gessy Paro Melli, Iara Silva de Oliveira, Iraci Silvestre, Jane Estela Pigozi Ramos de Almeida, Magda Aparecida Zanatta Pereira, Márcia Perle Balbino, Maria Aparecida Jacomini dos Santos, Maria Aparecida Pessoa Cardoso, Maria de Lourdes Saturnino Pereira, Kauisa Stefane de Freitas Mattos, Nanci Aparecida Bazo Gasolla, Neide Borges da Rocha Baptista, Neusa Franco Araújo, Regina Evaristo Rodrigues, Rosimeire Ussifati Neri, Sandra Sidneia Gonçalves Alves, Tamae Nakagawa, Teresa Roda de Almeida, Thais Aparecida Barateli. Mulheres que representam suas entidades e aqui, neste ato, representam muito bem todas as mulheres dracenenses. Parabéns! Que Deus as ilumine com sua luz divina.

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