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Discurso(s)



Nelson Nabor Buzinaro
08/09/2009

Dia da Independência


Senhor Presidente, Vereador Juliano Brito Bertolini! Autoridades presentes! Vereadores! Ouvintes! Senhoras e Senhores! Boa noite! “As margens do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.” Essa é a ordem direta da primeira estrofe do nosso Hino Nacional, poema composto Joaquim Osório Duque Estrada em 1909, mas que só foi declarado letra oficial do hino em 1922, quase cem anos após a Independência do Brasil. Já podeis da Pátria filhos Ver contente a Mãe gentil; Já raiou a Liberdade; No Horizonte do Brasil. Esses são os versos iniciais do nosso Hino a Independência, que ouviremos daqui a pouco. Segundo diz a tradição a música deste Hino foi composta pelo Imperador D. Pedro I no mesmo dia do Grito do Ipiranga. Simplificando esses versos. Os brasileiros podiam ficar felizes, a liberdade fora proclamada. Senhoras e Senhores! Desde os primórdios o Brasil foi cantado em versos e prosa numa demonstração clara de amor do povo brasileiro por esta terra. Até mesmo o primeiro escrito sobre esta chão já evidenciava admiração por parte de quem por aqui aportava: “Pelo sertão nos pareceu, vista do mar, muito grande, porque, a estender olhos, não podíamos ver senão terra com arvoredos, que nos parecia muito longa. Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro [...] E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem.” (Carta de Pero Vaz de caminha) A história não para por ai. Inúmeros são os fatos e as lendas da trajetória de nosso pais até os dias de hoje. Dos grandes estadistas, dos cidadão comuns que tanto fizeram para sermos esta grande nação que somos hoje. Romantizá-la e vê-la com os olhos do eufemismo é agradável e é o que se costuma fazer sempre em data como esta. Sem dúvida, e não quero questionar, vivemos num pais abençoado, mas ainda não aprendemos a aceitar certos fatos que por demais afetam a nossa democracia. Muito embora me pergunto: Será democracia termos de “engolir e digerir” tantas decisões embasadas em interesses mesquinhos e individuais? Nós brasileiros estamos perplexos com a sucessão de escândalos que envolvem o Congresso Nacional, numa afronta direta ao povo brasileiro, e aos princípios básicos de nossa Constituição. Tudo isso levando o povo brasileiro a uma atitude de incredulidade em relação aos políticos e que afeta a imagem da classe em geral. Todos sabemos, não é de hoje, que há bons e maus homens. Mas impossível ficar impassível e não nos assombrar-mos com o que assistimos. O sábio Rui Barbosa escreveu: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.” Senhoras e Senhores: Já houve época em que a Semana da Pátria era comemorada com evidente patriotismo. Saltava-se aos olhos o espírito cívico do povo. Havia desfiles empolgantes. Verdadeiros espetáculos. A preparação para o 7 de setembro era intensa. Todas as cidades se tingiam de verde e amarelo e nós sentíamos orgulho de ser brasileiro. Senhoras e Senhores, temos de resgatar o espírito de patriotismo de nosso povo. Sete de Setembro é um marco na nossa história. É data que deve ser lembrada porque deu início a uma nova era no cenário brasileiro. Foi a partir de então que as amarras que prendiam o Brasil a Portugal começaram a ser rompidas, afinal foram 322 anos de domínio português. Período no qual muitas de nossas riquezas foram tiradas, enquanto o povo brasileiro era mantido sob sujeição. O imenso patriotismo daqueles que sonharam em ver o Brasil livre de qualquer tutela precisa ser resgatado. A nossa Pátria é o nosso chão sagrado. Nela estão as nossas tradições, os nossos costumes, a nossa cultura, a nossa música, o nosso folclore, e tudo que faz de nós um povo alegre, receptivo e dinâmico. Ainda não vencemos a pobreza, a desigualdade social. Ainda não driblamos a mentalidade oportunista de alguns daqueles que representam o nosso povo, mas amamos o nosso País. O povo merece uma sociedade mais justa, onde se valorize mais o ser humano e a cobiça doentia seja extirpada. Merece que quem detém o poderes, o façam pensando sempre no coletivo no bem comum e não em interesses particulares. É preciso dar o devido valor à Pátria, o respeito à nação e ao seu povo. É preciso resgatar valores perdido, a fim de que possamos colher bons frutos hoje e numa sociedade futura.

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